Procedimento simples reduz pressão arterial em doentes renais crônicos

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Dr. Alexandre Ferreira

Médico | Endocrinologista CRM 108 116 São Paulo, SP Nível 4
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Estudo mostra que denervação renal é benéfica para a saúde cardíaca destes pacientes de forma segura e eficaz

Perturbar nervos específicos dos rins pode reduzir a pressão arterial em pacientes com doença renal crônica (CKD - sigla em inglês) de forma segura e eficaz. É o que aponta estudo publicado no Journal of the American Society of Nephrology (JASN).

A hiperatividade dos neurônios no sistema nervoso simpático é muito comum em pacientes com CKD. Isso não só contribui para a elevação da pressão arterial e problemas cardíacos nesses pacientes, mas também para o agravamento da doença renal.

Um procedimento minimamente invasivo chamado de denervação renal, que utiliza ondas de radiofrequência para perturbar a hiperatividade dos nervos simpáticos que correm ao longo das artérias dos rins, pode baixar a pressão arterial em indivíduos com hipertensão e função renal normal. Os pesquisadores envolvidos no estudo Dagmara Hering e Markus Schlaich, do Baker IDI Heart & Diabetes Institute, na Austrália, verificaram se o procedimento também era seguro para ser aplicado em pacientes com CKD com hipertensão.

Os investigadores realizaram denervação renal em 15 pacientes com hipertensão e doença renal crônica. A pressão arterial normal na população em geral é 120/80 mmHg. Nível médio dos voluntários do estudo era de 174/91 mmHg, apesar do uso de numerosas drogas contra hipertensão. As leituras de pressão sanguínea dos pacientes apresentaram quedas consideráveis um, três, seis e doze meses após o procedimento (-34/-14, -25/-11, -32/-15, e -33/-19 mmHg, respectivamente). A denervação renal não causou danos à função renal dos pacientes, indicando que é seguro mesmo quando CKD está presente.

"Estes resultados iniciais abrem uma abordagem totalmente nova para melhor controle da pressão arterial em portadores de doença renal crônica, além de potencialmente retardar a progressão da condição, bem como reduzir o risco cardiovascular nesses pacientes", conclui Schlaich.

Fonte: Isaude.net (18/05/12)

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