Auditoria na Farmácia Hospitalar

A Farmácia Hospitalar, criada em 1950, com o objetivo de disponibilizar medicamentos e produtos médicos hospitalares, tendo ampliado, anos depois, as suas funções para o controle de psicotrópicos e de entorpecentes.

Em 1998, o Ministério da Saúde definiu a Política Nacional de Medicamentos, que estabeleceu a reorientação da Assistência Farmacêutica, voltada para o uso racional de medicamentos.  Em 2008, o Conselho Federal de Farmácia (CFF) criou a resolução nº. 492, que define as funções do farmacêutico hospitalar que, além de qualificado em nível superior, deve apresentar características e capacitação para assistência e atenção farmacêutica relacionadas à dispensação e uso correto dos medicamentos, assim como conhecimentos sobre contabilidade e administração.
 
A Farmácia Hospitalar representa um valor significativo de recursos financeiros, com percentual médio de 15% dos custos hospitalares. Compõe, portanto, alto valor imobilizado e com significativo custo pelo período de estocagem.
 
Pegando como análise publicação da ANAHP – Associação Nacional de Hospitais Privados, projeta-se em seus dados que seus hospitais têm custo mensal com medicamentos na casa de $ 3 milhões. Por esta projeção, explica-se a necessidade de aprimoramento constante no controle das farmácias hospitalares, tanto na aquisição como na estocagem, visando especialmente a racionalização e redução de custo. Trabalho este que muitas vezes requer uma consultoria especializada no “Controle de Custo na Farmácia Hospitalar.
 
Basicamente, o trabalho das consultorias especializadas é mapear toda a estrutura da farmácia hospitalar, tendo como foco a redução de custos da terapêutica por meio da gestão do estoque, sem prejuízos da segurança e da efetividade do tratamento. São baseadas em procedimentos de padronização, que agregam benefícios às organizações de saúde.
 
Os sistemas propostos pela consultoria podem ser aplicados em qualquer unidade hospitalar com a garantia de bons resultados, via estudo prévio que identifica as necessidades especificas de cada serviço e análise de suas condições de infra-estrutura.
 
A contribuição de uma análise externa e isenta, sem o envolvimento com a atribulação operacional do dia a dia da operação hospitalar, possibilita a identificação de inúmeras oportunidades, resultando em melhor controle e, conseqüentemente, melhor qualidade.
 
As vantagens em se adotar estes procedimentos são percebidas por todos os envolvidos, ou seja, pacientes que tem a confiança do uso do medicamento correto; instituição, que consegue reduzir seu capital imobilizado, diminuindo custos financeiros e perdas; e profissionais que terão a garantia de que os medicamentos disponíveis são adequados aos tratamentos sugeridos.
 
Temos quatro “cases” em hospitais de diferentes Estados e realidades, em que os resultados obtidos foram bastante positivos. Foi possível alcançar 42% de redução de custos no hospital “I”*; 29% no hospital “II”*, 27% no hospital “III”* e 31% no hospital “IIII”, resultados obtidos em 2006, 2007 e 2010 para os estudos I e II, III e IIII, respectivamente.
 
Desta forma, é relevante destacar, o custo-benefício do investimento da unidade hospitalar neste tipo de consultoria, com o retorno do capital investido em poucos meses de reestruturação dos processos.
 
 
Dra. Mariana Fazio Linares            
Farmacêutica - Fazio Consultoria
Sem votos