mediunidade

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SERGIO AUGUSTO DIBNER MARAVALHAS

CURITIBA, PR Nível 1
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Cap. 18 – INCONVENIENTES E PERIGOS DA MEDIUNIDADE Influência do Exercício da Mediunidade Sobre a Saúde, Sobre o Cérebro e Sobre as Crianças 221. 1. A faculdade mediúnica é indício de algum estado patológico ou simplesmente anormal? — Às vezes anormal, mas não patológico. Há médiuns de saúde vigorosa. Os doentes o são por outros motivos. 2. O exercício da faculdade mediúnica pode causar fadiga? — O exercício muito prolongado de qualquer faculdade produz fadiga. Com a mediunidade acontece o mesmo, principalmente com a de efeitos físicos. Esta ocasiona um dispêndio de fluidos que leva o médium à fadiga, mas que é reparado pelo repouso. 3. O exercício da mediunidade pode ter inconvenientes em si mesmo no tocante às condições de higidez, excluindo-se os casos de abuso? — Há casos em que é prudente e mesmo necessário abster-se ou pelo menos moderar o uso da mediunidade. Isso depende do estado físico e moral do médium, que geralmente o percebe. Quando ele começa a sentir-se fatigado, deve abster-se. 4. Esse exercício teria mais inconvenientes para uma pessoa do que para outras? — Como já disse, isso depende do estado físico e moral do médium. Há pessoas que devem evitar qualquer causa de superexcitação, e a prática mediúnica seria uma delas. (Ver nºs 188 e 194). 5. A mediunidade poderia produzir a loucura? — Não produziria mais do que qualquer outra coisa, quando a fraqueza do cérebro não oferecer predisposição para isso. A mediunidade não produzirá a loucura, se esta já não existir em germe. Mas se o seu princípio já existe, o que facilmente se conhece pelas condições psíquicas e mentais da pessoa, o bom senso nos diz que devemos ter todos os cuidados necessários, pois nesse caso qualquer abalo será prejudicial. 6. Será inconveniente desenvolver a mediunidade das crianças? — Certamente. E sustento que é muito perigoso. Porque esses organismos frágeis e delicados seriam muito abalados e sua imaginação infantil muito superexcitada. Assim, os pais prudentes as afastarão dessas idéias, ou pelo menos só lhes falarão a respeito no tocante às conseqüências morais. 7. Mas há crianças que são médiuns naturais, seja de efeitos físicos, de escrita ou de visões. Haveria nesses casos o mesmo inconveniente? — Não. Quando a faculdade se manifesta espontânea numa criança, é que pertence à sua própria natureza e que a sua constituição é adequada. Não se dá o mesmo quando a mediunidade é provocada e excitada. Observe-se que a criança que tem visões geralmente pouco se impressiona com isso. As visões lhe parecem muito naturais, de maneira que ela lhes dá pouca atenção e quase sempre as esquece. Mais tarde a lembrança lhe volta à memória e é facilmente explicada, se ela conhecer o Espiritismo. 8. Qual a idade em que se pode, sem inconveniente, praticar a mediunidade? — Não há limite preciso na idade. Depende inteiramente do desenvolvimento físico e mais particularmente do desenvolvimento psíquico. Há crianças de doze anos que seriam menos impressionadas que algumas pessoas já formadas. Refiro-me à mediunidade em geral, pois a de efeitos físicos é mais fatigante para o corpo. Quanto à escrita há outro inconveniente, que é a falta de experiência da criança, no caso de querer praticá-la sozinha ou fazer dela um brinquedo. 222. A prática do Espiritismo, como adiante veremos, requer muito tato para se desfazer o embuste dos Espíritos mistificadores. Se homens feitos são por eles enganados, a infância e a juventude estão ainda mais expostas a isso, por sua inexperiência. Sabe-se também que o recolhimento é condição essencial para se tratar com Espíritos sérios. As evocações feitas levianamente ou por divertimento constituem verdadeira profanação, que abre a porta aos Espíritos zombeteiros ou malfazejos. Como não se pode esperar de uma criança a gravidade necessária a um ato semelhante, seria de temer que, entregue a si mesma, ela o transformasse em brinquedo. Mesmo nas condições mais favoráveis, é de se desejar que uma criança dotada de mediunidade só a exerça sob a vigilância de pessoas experimentadas, que lhe ensinarão, por exemplo, o respeito devido às almas dos que se foram deste mundo. Vê-se, pois, que o problema da idade está subordinado tanto às condições do desenvolvimento físico, quanto às do caráter ou amadurecimento moral. Entretanto, o que ressalta claramente das respostas acima é que não se deve forçar o desenvolvimento da faculdade mediúnica nas crianças, quando ela não se desenvolver de maneira espontânea, e que em todos os casos é necessário empregá-la somente com grande circunspeção, não se devendo jamais provocála ou encorajar o seu exercício pelas pessoas fracas. Deve-se afastar da prática mediúnica, por todos os meios possíveis, as que apresentem os menores sinais de excentricidade nas idéias ou de enfraquecimento das faculdades mentais, porque são evidentemente predispostas à loucura, que qualquer motivo de superexcitação pode desenvolver. As idéias espíritas não têm, a esse respeito, maior influência que as outras, mas se a loucura se declarar tomará o caráter de preocupações dominante, como tomaria o caráter religioso, se a pessoa se entregasse com excesso às práticas devocionais, e a responsabilidade seria atribuída ao Espiritismo. O que se pode fazer de melhor com qualquer pessoa que revele tendência à idéia é dirigir as suas preocupações em outra direção, a fim de proporcionar descanso aos órgãos enfraquecidos. Chamamos a atenção dos leitores, a esse respeito, para o parágrafo XII da introdução de O Livro dos Espíritos. Cuidados com a mediunidade Octávio Caúmo Serrano A mediunidade é uma ferramenta que permite auxiliar pessoas em dificuldades. Não é dom, nem privilégio e sim uma possibilidade a mais de aprendizado e reparo dos erros do passado. É o que ensina o Espiritismo. Lamentavelmente, a mediunidade por vezes cria alguns problemas, porque tanto o médium como os que vivem à sua volta, desconhecem sua importância e responsabilidade. Da parte do portador da faculdade, ela pode ser motivo de vaidade sempre que o médium se considerar especial e presenteado por Deus com dotes extras, o que o transformaria numa pessoa incomum. Nessas condições, não conseguirá controlar a faculdade nem selecionar o que deve ou não ser divulgado. Da parte dos amigos que o rodeiam, constata-se com freqüência os malefícios que estes lhe causam. Há médiuns que de modo inconseqüente, são usados como portavozes de notícias do Além e mesmo para fornecerem informações sobre o que acontecerá no futuro. Pessoas que nem conseguem viver o presente e já estão preocupadas com um tempo que talvez nem chegue. O Centro Espírita, o local correto para a atividade mediúnica, precisa orientar os que atuam no campo da mediunidade, para que não se percam. Explicar aos medianeiros que tem pouca utilidade a mensagem repetitiva, falada ou escrita, que já consta do Evangelho e está fartamente complementada por respeitável literatura espírita e que importa naquele momento, atender aos Espíritos sofredores para libertá-los das trevas. É inadiável o trabalho de amor ao próximo. Em despretensiosa recomendação aos médiuns, poderíamos sugerir o seguinte: 1. Jamais repita o erro do "velho espírita" que menospreza o estudo e fica só envolvido com a prática mediúnica. Como entender-se com Espíritos quem não fala a língua deles. Participe de reuniões que visem melhorar seus conhecimentos. 2. Não tenha pressa em relatar a vidência envolvendo problemas dos outros. Isso irá ajudá-los pouco e é provável que você esteja vendo "errado". Vidência é mediunidade restrita à capacidade evolutiva de cada médium. 3. As informações que criem pânico ou possam semear discórdia jamais devem ser divulgadas. Só Espíritos de natureza inferior dão este tipo de recado. 4. Nunca se envaideça com elogios quanto à sua mediunidade. O mérito é dos Espíritos que usam o médium para o socorro, sob a assistência de Jesus. Elogio que chega em exagero sempre esconde segundas intenções. 5. Analise sempre o que diz, para que suas mensagens sejam transmitidas com equilíbrio. Não se esqueça que é dos Espíritos a autoria das palavras. Reproduza-as com a maior fidelidade possível e cuide para não denegrir a imagem daqueles que do plano invisível o assiste, evitando influenciar seus pensamentos com as próprias palavras. 6. Dê exemplos de educação e brandura, porque o médium, mais do que um procurador dos Espíritos, é propagandista do Espiritismo. Melhor que falar é mostrar lições por atitudes. Não exija o que você mesmo não consegue fazer porque os obsessores gostarão de testá-lo. Uma pessoa aflita, ansiosa, não pode ser médium da Luz. Controle-se! 7. Não falte às reuniões. As programações espirituais incluem a sua presença e isso não condiz com os princípios da caridade que os médiuns propõem viver. 8. Evite fazer de seu lar um ponto de reunião mediúnica para atender assuntos particulares. O Centro Espírita é o local indicado, porque além da divulgação do Evangelho ali há maior auxílio dos responsáveis pela casa, encarnados e desencarnados. 9. O médium deve esforçar-se para ser exemplo, em casa, na rua, na escola ou no trabalho. O espírita é mais cobrado entre os religiosos porque tem mais informações e deve aplicá-las no dia-a-dia, em benefício próprio e dos semelhantes. É preciso viver o Evangelho vinte e quatro horas por dia. 10.O médium deve evitar o ciúme, o rancor, a inveja, a indiferença ou qualquer sentimento negativo em relação aos demais companheiros. Estes sentimentos desarmonizam a equipe e nenhuma organização da Espiritualidade encontrará o "feixe de varas" citado por Kardec, para realizar os trabalhos com segurança. Se ainda é impossível nos amarmos em plenitude, ao menos respeitemo-nos, compreendendo as limitações próprias da nossa condição evolutiva. Médium, telefone que deve estar sempre disponível para que a chamada se complete. Andam sempre ocupados e Deus vem tendo dificuldades para falar aos seus filhos, através desses emissários. É preciso paz, vigilância e harmonia na colméia desses mensageiros. -- SERGIO AUGUSTO DIBNER MARAVALHAS CURITIBA/PARANÁ FONE 41 87096380

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