DOENÇAS CRÔNICAS

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PAULO CESAR

SÃO GONÇALO, RJ Nível 2
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O QUE é doença crônica? Em suma, é uma doença que dura muito tempo. Uma professora explica também que doença crônica é “um estado de saúde alterado que não pode ser curado com uma simples intervenção cirúrgica ou com um tratamento médico de curta duração”. O que torna uma doença crônica ou seus efeitos tão desafiadores não é apenas a natureza da doença e do tratamento, mas ser preciso suportá-la por tanto tempo.
Além disso, os efeitos de uma doença crônica raramente se limitam ao paciente. “A maioria das pessoas faz parte de uma família”, diz o livro Motor Neurone Disease—A Family Affair (Doença do Neurônio Motor: Uma Questão Familiar), “e o choque e a ansiedade que você [o paciente] sente serão compartilhados pelas pessoas à sua volta”. Isso é confirmado por uma mãe cuja filha teve câncer. “Cada membro da família é afetado”, ela diz, “mesmo que não demonstre nem se aperceba disso”.
Naturalmente, nem todos são afetados do mesmo modo. Porém, se os membros da família entenderem como uma doença crônica afeta as pessoas em geral, provavelmente estarão mais bem preparados para enfrentar os desafios específicos de sua situação. Também, se pessoas de fora da família — colegas de trabalho e de escola, vizinhos, amigos — entenderem o impacto causado pela doença crônica, poderão dar apoio significativo e mostrar empatia. Com isso em mente, examinemos alguns modos em que a família pode ser afetada por uma doença crônica.

Quando a família enfrenta uma doença crônica, é como se ela estivesse numa jornada por um país estrangeiro. Embora algumas coisas sejam bem semelhantes à sua terra natal, outras são bem incomuns ou completamente diferentes. Quando um membro da família tem uma doença crônica, muitas coisas basicamente não mudarão no estilo de vida familiar. Mas outras serão muito diferentes.
Para começar, a própria doença pode ter um impacto sobre a rotina normal da família e forçar cada membro a fazer ajustes a fim de lidar com a situação. Isso é confirmado por Helena, de 14 anos, cuja mãe sofre de depressão profunda e crônica. “Ajustamos nossa programação ao que a mamãe pode ou não fazer em determinado dia”, diz ela.
Até o tratamento — que deveria dar alívio da doença — pode atrapalhar ainda mais a nova rotina da família.

À medida que o paciente se ajusta ao desconforto, e às vezes à dor, do tratamento médico e de ser examinado pelos médicos, ele se torna cada vez mais dependente da ajuda prática e do apoio emocional da família. Em resultado disso, os membros da família não só têm de aprender novas habilidades para prestar cuidados físicos ao paciente, mas também se vêem obrigados a ajustar sua atitude, as emoções, o estilo de vida e a rotina.
É compreensível, que isso exija cada vez mais perseverança da parte da família. Uma mãe cuja filha estava no hospital se tratando de câncer confirma que pode “ser mais cansativo do que qualquer um consegue imaginar”.
A boa notícia é que muitas famílias descobriram que não é tão difícil lidar com o problema quanto parecia de início. “O quadro mental que você cria na imaginação é muitíssimo pior que a realidade”, assegura Diana Kimpton. Por experiência própria, ela descobriu que “o futuro raramente é tão sombrio quanto o que você imagina inicialmente”. Esteja certo de que outras famílias sobreviveram à jornada pela terra desconhecida da doença crônica e você também pode sobreviver. Muitos descobriram que simplesmente saber que outros conseguiram lidar com o problema lhes dava certo alívio e esperança.

Mais informações sobre esse asunto pode ser encontrado no site: www.jw.org

 

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