Pesquisadores da Universidade da Califórnia, Estados Unidos, relataram que fazer longas viagens na classe econômica oferece maiores riscos de transmissão da nova gripe entre passageiros.
Mesmo que os passageiros permaneçam sentados durante o voo, sua proximidade faz com que estejam expostos a maiores riscos do que passageiros da primeira classe.
Além disso, quanto mais demorada for à viagem, maior o número de pessoas que pode se contaminar.
Quando o passageiro se encontra na primeira classe, considerando uma viagem de cinco horas, a probabilidade de contaminações ao final do voo é de zero a um passageiro. Para uma viagem de onze horas a probabilidade sobe para um a três passageiros.
A probabilidade aumenta quando a viagem tem duração de 17 horas, para dois a cinco passageiros.
Já na classe econômica, a probabilidade aumenta.
Em uma viagem de cinco horas, a contaminação é de duas a cinco passageiros.
Em voo de onze horas, é esperado que cinco a dez passageiros se contaminem e em voo com duração igual a 17 horas, a probabilidade aumenta de 7 para 17 passageiros com a nova gripe.
Porém, a primeira classe pode oferecer mais riscos aos viajantes quando está lotada e a classe econômica com menos de 30% de suas poltronas ocupadas – em um voo de 17 horas.
De acordo com os autores da pesquisa, acompanhar os viajantes da classe econômica após o voo pode ser uma importante medida para reduzir as contaminações pela nova gripe.
G1 Online