Parte da mortalidade feminina pode ser evitada

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Falta de assistência na saúde é a principal causa da mortalidade feminina.

Parte da mortalidade feminina pode ser evitada.A Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgou nesta segunda-feira um relatório que apresenta as necessidades de saúde das mulheres.

Segundo a OMS, até o fim do ano 4 milhões de mulheres morreram por doenças que podem ser prevenidas. Os dados revelam ainda, 2,5 milhões de idosas que ficarão cegas por causas evitáveis.

A agência de saúde das Nações Unidas mostra que, ainda neste ano, 500 mil mulheres morrerão de Aids, 500 mil de tuberculose e outras 500 mil por causas derivadas de gravidez e parto.

As estatísticas revelam a dificuldade feminina de para obter assistência na saúde.

O relatório apresentado mostra uma grande desigualdade social entre sexos, provando que as vantagens biológicas e os comportamentos preexistentes nas mulheres não são suficientes para garantir uma vida melhor e mais longa.

De acordo com a pesquisa, a desigualdade de educação, renda e emprego são fatores que dificultam as mulheres se curarem mais rápido do que homens, em relação a doenças.

As complicações na gravidez e no parto são o principal motivo de risco de morte entre mulheres com 15 e 19 anos.

A Aids é a principal causa de morte entre mulheres com idade reprodutiva.

Segundo o relatório, as mulheres são mais vulneráveis a infecção pelo HIV, por combinações de fatores biológicos e desigualdade de gênero. Culturas que possuem um conhecimento limitado sobre o vírus e sobre prevenções também influenciam na vulnerabilidade.

Relações sexuais forçadas também são elementos de risco a saúde das mulheres.

O relatório mostra ainda que, a contradição do sistema de saúde não atender as necessidades das mulheres, apesar da grande contribuição feita por elas para melhorar a saúde da sociedade através da função de cuidadoras principais das famílias.

Fonte: 

O Estadão Online

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