O uso de desfibriladores nas estações de metrô de São Paulo aumentou em 36% a sobrevida de pessoas que sofreram parada cardiorrespiratória.
O primeiro estudo realizado na América Latina sobre o assunto avaliou o impacto dos aparelhos em locais públicos e de grande circulação.
As estatísticas mostram que, ao menos, 3,3 milhões de pessoas utilizam os trens e as 55 estações do metrô todos os dias.
Desde setembro de 2006 até abril deste ano, 44 pessoas tiveram ataques cardíacos nos trens ou estações do metrô. A fibrilação ventricular foi à causa de 30 desses ataques.
A fibrilação ventricular decorre em situações que o coração bate aceleradamente, desordenadamente e os batimentos só podem ser controlados com os choques do desfibrilador.
A cada minuto de parada cardíaca a pessoas perde 10% de chance de vida, de acordo com a literatura médica.
De acordo com o cardiologista Sergio Timerman, um dos autores do estudo, o desfibrilador aumentou em 36% a sobrevida.
Ele acrescentou que as taxas iniciais se mostram satisfatórias e condizentes com o que aconteceu em outros lugares, porém deve-se melhorar e aumentar tais taxas.
Folha Online