Prevenção e vacinação contra raiva

Para prevenir a raiva devem tomar-se certas medidas antes da exposição ao vírus ou então imediatamente após a mesma.

Antes da exposição ao vírus da raiva, evite:

  • Tocar em animais estranhos, feridos e doentes.
  • Perturbar animais quando estiverem comendo, bebendo ou dormindo.
  • Separar animais que estejam brigando.
  • Entrar em grutas ou furnas e tocar em qualquer tipo de morcego (vivo ou morto).
  • Criar animais silvestres ou tirá-los de seu "habitat" natural.

Para pessoas com elevado risco de ser exposto ao vírus, existe a vacina profilática contra a raiva. Entre esses indivíduos encontram-se os veterinários, os técnicos de laboratório que manipulam animais potencialmente infectados, os que vivem ou permanecem mais de 30 dias em países em vias de desenvolvimento em que a raiva canina seja muito freqüente e os que se dedicam a explorar cavernas com morcegos.

A vacinação oferece certo grau de proteção a quase toda a vida. Contudo, os indivíduos com um risco elevado de continuar expostos deverão receber uma dose de reforço a cada dois anos.

Pessoas que tenham sido mordidas por um animal raivoso raramente desenvolvem a doença se forem tomadas medidas preventivas de imediato.

Os mordidos por coelhos e roedores não precisam de tratamento ulterior, a menos que exista uma forte suspeita de raiva; estes animais raramente estão infectados.

Já aqueles que tenham sido mordidos por animais selvagens como as doninhas, os texugos, as raposas e os morcegos necessitam de tratamento, a não ser que o animal possa ser capturado e se demonstre que não tem raiva.

A melhor medida de prevenção é tratar de imediato a ferida causada pela mordedura de um animal. A zona contaminada é cuidadosamente desinfetada. As feridas profundas são lavadas com água e sabão.

Uma vez limpas as feridas, as pessoas que não tenham sido previamente imunizadas com a vacina contra a raiva recebem uma injeção de imunoglobulina, que atuam como anticorpos contra o vírus da raiva.

Também são vacinados contra a raiva no mesmo dia da exposição ao vírus e após 3, 7, 14 e 28 dias.

Em alguém mordido que já tenha sido anteriormente vacinado, o risco de contrair a raiva é baixo, mas mesmo assim é fundamental limpar a ferida de imediato e aplicar duas doses da vacina (nos dias 0 e 2).

Veja o guia interativo de profilaxia da raiva do Instituto Pasteur.
 

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