Anvisa proíbe esterilização por imersão

Medidas são tomadas para prevenir infecções em procedimentos médico-hospitalares.

Foi proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a esterilização líquida de artigos médico-hospitalares através de imersão. A proibição é válida para artigos invasivos (que penetram a pele, mucosas ou tecidos) usados em cirurgias por vídeo, abdominais, pélvicas convencionais, mamoplastias e também cirurgias plásticas.

Essa é uma das medidas que foram tomadas para reduzir e evitar o número de infecções por microbactérias. Entre 2000 e 2008, ocorreram 2118 casos, e a melhor maneira de controlar essas infecções é não permitindo que aconteçam

Os melhores especialistas em infectologia e vigilância sanitária foram reunidos para montar a resolução, e todos, unanimemente, afirmaram que era preciso melhorar o processo de limpeza dos equipamentos usados nas cirurgias e os métodos de esterilização. Agora, a esterilização deverá ser feita de outras maneiras, como por exemplo, através de autoclaves (máquinas que esterilizam através do calor úmido, sob pressão).

Cada etapa de processamento do instrumental cirúrgico e dos produtos para saúde seguirá um procedimento operacional padrão (POP), que deverá ser divulgado e colocado à disposição para consulta dos funcionários. O responsável pelo Centro de Material e Esterilização (CME) do hospital ou clínica deverá supervisionar todas as etapas de processamento dos artigos, mesmo que o serviço seja terceirizado.

A resolução já está em vigor, e a fiscalização dependerá das vigilâncias sanitárias municipais e estaduais. Em caso de descumprimento, multas entre R$ 2 mil e R$ 1,5 milhão de reais, mais penalidades que vão de notificação até interdição do local, poderão ser aplicadas.

Mais algumas mudanças que também ocorrerão:

  • Fica proibido o reprocessamento de equipamentos, instrumentos e produtos de saúde fora do CME (a não ser quando estiverem em empresas terceirizadas)
  • O paciente que for submetido a cirurgias que necessitem de artigos invasivos terá de ser monitorado durante 90 dias pelo hospital ou clínica em busca de sintomas suspeitos de infecção. Nos dois anos seguintes, caberá aos pacientes informar qualquer sintoma anormal ao local onde foi realizado o procedimento
  • Casos suspeitos ou confirmados de infecção deverão ser informados à vigilância sanitária local, e eletronicamente à Anvisa (através do formulário disponível no website)
  • Todos os laboratórios de análises clínicas e anátomo-patológicos deverão informar à vigilância local e à Anvisa qualquer caso confirmado de infecção detectados em amostras enviadas por hospitais ou clínicas
  • O hospital ou clínica deverá manter registros que permitam localizar equipamentos, instrumentos e produtos para saúde submetidos à esterilização e usados em procedimentos cirúrgicos, para que facilite saber data, local e método do procedimento
Fonte: 

Anvisa

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