Ovários Policísticos

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A síndrome dos ovários policísticos é uma condição comum caracterizada por ciclos menstruais irregulares, excesso de pelos e obesidade.

Tudo sobre síndrome dos ovários policísticos:

A causa exata da síndrome do ovário policístico não é conhecida, mas a raiz desta condição encontra-se em alterações do ciclo reprodutivo. O nome ovários policísticos vem da aparência dos ovários em mulheres com esta síndrome, que ficam aumentados e com numerosos cistos.

A síndrome dos ovários policísticos afeta entre 10 a 20% das mulheres, sendo uma das principais causas de infertilidade feminina. O diagnóstico precoce e tratamento adequado pode reduzir o risco de complicações, que incluem diabetes e doenças do coração.

Sintomas da síndrome dos ovários policísticos

Irregularidades Menstruais. É um dos principais sintomas da síndrome dos ovários policísticos. Grande parte das mulheres tem atrasos ou mesmo ausência das menstruações.

Problemas na pele e aumento de pelos. Acne, espinhas, queda de cabelo, pele oleosa e aumento de pelos são sintomas que podem fazer parte da síndrome dos ovários policísticos. Este conjunto de sintomas é chamado de hiperandrogenismo.

Aumento de peso. Muitas mulheres que tem síndrome dos ovários policísticos apresentam aumento de peso. Mulheres com excesso de peso possuem predisposição a desenvolver resistência à insulina e síndrome metabólica, aumentando risco de alterações vasculares, diabetes, hipertensão arterial e doenças do coração.

Acanthosis nigricans. Este é termo médico para manchas escuras e com textura espessa em regiões do corpo como pescoço, axilas, abaixo dos seios, vulva e região interna das coxas.

Dificuldade para engravidar. Muitas mulheres com esta síndrome não tem ovulação regular. Este fato faz com que muitas delas tenham dificuldade em engravidar sem um tratamento eficaz.

No entanto isto não quer dizer que mulheres com síndrome dos ovários policísticos sejam inférteis. Muitas adolescentes com estes ovários pensam que não podem engravidar e acabam conseguindo uma gravidez indesejada.

Abortos. Pode haver uma correlação entre ovários policísticos e maior incidência de aborto devido aos altos níveis de LH em mulheres com este quadro.

Diagnóstico da síndrome dos ovários policísticos

O diagnóstico da síndrome dos ovários policísticos é feito através da história e do exame clínico, e geralmente o médico solicita alguns exames complementares como:

  • Ecografia ou ultra-som. Aparecimento de mais de 12 folículos na superfície de cada ovário, ou aumento do volume ovariano acima de 10 ml.
    No entanto é importante salientar que mulheres que apresentam apenas sinais de ovários policísticos na ecografia, mas não possuem desordens de ovulação ou hiperandrogenismo não devem ser consideradas como portadoras da síndrome de ovários policísticos.
  • Dosagens hormonais. Podem indicar alterações hormonais relacionadas ao sistema reprodutor.

Tratamento da síndrome dos ovários policísticos

É importante realizar o tratamento adequado dos ovários policísticos, tanto para garantir saúde e qualidade de vida no presente, quanto para evitar complicações futuras decorrentes da síndrome metabólica.

O tratamento da síndrome dos ovários policísticos depende dos sintomas apresentados e do desejo atual de engravidar.

Anticoncepcionais orais. Não existindo desejo de engravidar no momento, grande parte das mulheres se beneficiam com um tratamento a base de anticoncepcionais orais.

O anticoncepcional oral melhora os sintomas de aumento de pelos, acne, irregularidades menstruais, cólicas e excesso de peso.

A escolha do anticoncepcional depende de cada caso.

Dieta. Alimentação com baixas calorias e pouca gordura melhora o peso contribuindo para o bem estar da paciente.

Hipoglicemiantes orais. Em alguns casos medicamentos que são usados no tratamento da diabetes são empregados para tratar a síndrome dos ovários policísticos.

Cirurgia. Os métodos cirúrgicos para tratar os ovários policísticos têm sido abandonados.

Tratamentos para engravidar. Se a paciente pretende engravidar o médico lhe recomendará um tratamento de indução da ovulação não sem antes afastar as outras causas de infertilidade.

O fato de a mulher conseguir ovular com medicamentos não significa que a síndrome foi curada, o acompanhamento médico deve ser mantido de forma regular.

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