Uma proteína que desempenha papel crucial na concepção pode ser a solução para criar um medicamento anticoncepcional que não contenha hormônios.
O óvulo de mamíferos em seu revestimento contém uma proteína chamada ZP3, na qual o espermatozóide deve se ligar para seja possível sua entrada no interior do óvulo e por fim a concepção, com o surgimento de uma nova vida.
Em experimentos, ratas tiveram esta proteína retirada, tornando-se então inférteis.
A proteína encontrada em seres humanos é similar e mantém as mesmas funções.
Foi então levantada a possibilidade do desenvolvimento de drogas que bloqueassem esta proteína, impedindo a ligação do espermatozóide e a gravidez.
Tal droga poderia evitar efeitos colaterais comuns aos anticoncepcionais que usam hormônios, tais como retenção de líquidos e ganho de peso.
Nature 456, 653-657, 04 de dezembro de 2008.