Os sintomas mais comuns de linfoma

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O caso da ministra Dilma Rousseff é uma das formas de apresentação do linfoma.

A ministra Dilma Rousseff afirmou que há cerca de 30 dias foi detectado um nódulo em sua axila, que foi retirado. Os exames constataram que se tratava de um linfoma, tipo de câncer linfático, mas não havia outros focos da doença em seu organismo.

Segundo a ABRALE (Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia) apenas 37% dos pacientes diagnosticados com linfoma no ano passado descobriram a doença durante exames de rotina, antes de apresentar os primeiros sintomas, como aconteceu com a ministra Dilma Rousseff. Os outros 63% procuraram o médico quando já estavam com sinal aparente.

O câncer linfático apresenta alguns sinais simples, que podem ser facilmente observados pelo paciente. O principal são gânglios aumentados e duros, indolores, que duram mais do que um mês, especialmente nas regiões do pescoço, axila e virilha. Mas os gânglios também podem aparecer no abdome e no tórax, locais mais difíceis de serem notados.

O diagnóstico precoce é essencial para aumentar as chances de cura.

O tratamento convencional usa a quimioterapia, que destrói tanto as células doentes quanto as saudáveis, provocando sérios efeitos colaterais. A imunoterapia associada à quimioterapia potencializa a ação do quimioterápico, além de destruir apenas as células doentes.

O medicamento deve ser aplicado ao mesmo tempo em que o paciente recebe a quimioterapia. Além de ser menos tóxico e de ter menos efeitos colaterais, estudos apontam que aumenta em 20% as chances de cura, segundo o hematologista Carlos Chiattone, presidente da Sociedade Brasileira de Hematologia e Hemoterapia.

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