Gripe suína: medo e polêmica

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Saiba mais sobre a polêmica que o vírus H1N1 está causando no mundo.

A gripe A (H1N1), que se popularizou como gripe suína, está causando muita polêmica ao redor do mundo.

Enquanto algumas pessoas simplesmente entram em pânico, outras lutam contra o vírus de maneira consciente.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a gripe suína pode atingir 2 bilhões de pessoas. O alerta pandêmico já está no nível 5, e para evitar que chegue ao 6, os países estão adotando as mais variadas medidas de prevenção. Ás vezes, algumas um pouco incomuns.

O governo do Egito, por exemplo, ordenou o abate de cerca de 350 mil porcos, apesar de já ter sido divulgado que por mais que a gripe A seja muito conhecida como gripe suína, ela não é transmitida pelo consumo da carne de porco (desde que preparada em temperatura superior a 70°C). Já foi comprovado também que a transmissão da doença ocorre de humano para humano.

Já na China, o governo pretendia isolar por sete dias passageiros que chegaram a Xangai no mesmo vôo que um mexicano contaminado pelo vírus H1N1, mas acabou suspendendo a quarentena. Em Hong Kong, cerca de 300 pessoas foram isoladas em um hotel da cidade depois que um hóspede foi diagnosticado com a gripe suína.

Para tentar conter o avanço do surto da doença, o México fechou locais que geralmente concentram muitas pessoas, como escolas, restaurantes, bares e lojas, por muitos dias. As autoridades de saúde do país foram autorizadas também a isolar pessoas contaminadas, quando necessário.

O México foi o país em que a gripe suína causou o maior número de mortes. Até o momento, 75 pessoas morreram. O segundo país com mais mortes é os Estados Unidos: 10. Já em número de casos, o país é o primeiro: já foram contabilizados 5710.

No Chile, todos os passageiros que chegam do México e dos Estados Unidos passam por um equipamento que mede a temperatura do corpo para identificar se estão com febre. Outros países, também montaram esquemas especiais de monitoramento nos principais aeroportos. No Brasil, a Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) controla aeroportos, portos e fronteiras do país.

O medo da gripe fez com que muitas pessoas, que nem mesmo saíram do Brasil, procurem hospitais. Máscaras cirúrgicas (e de eficácia duvidosa, segundo especialistas) já estavam sendo vendidas quando ainda nem existiam casos confirmados da doença em território nacional.

O número de contaminados pela gripe suína no país é baixo. Até agora, apenas oito pessoas foram infectadas pela doença, o que não sustenta evidências de sustentabilidade da transmissão de pessoa a pessoa do vírus H1N1. Porém, não existem garantias de que o vírus não chegará ao Brasil.

O Ministério da Saúde garantiu que as medidas necessárias para que o vírus não circule no país estão sendo tomadas, além de medidas para garantir medicamentos, leitos, exames e tudo que for necessário no tratamento da gripe. Em seu portal, uma página foi criada para que notícias, informativos diários e esclarecimento de dúvidas sobre a nova estirpe do vírus sejam disponibilizados: Portal Saúde - H1N1.

Vírus criado em laboratório?

Em 2005, cientistas dos Estados Unidos começaram a comparar as mutações genéticas da gripe de 1918 com as que estão sendo observadas no vírus H5N1, da gripe aviária. Tal fato influencia teorias conspiratórias que correm pela internet.

Essas teorias geralmente sugerem que o vírus da gripe suína foi criado em laboratório para ser usado como arma biológica ou simplesmente se espalhou por descuido de pesquisadores.

Porém, Keiji Fukuda, vice-director-geral da OMS, afirma que análises rigorosas provam que a nova estirpe do vírus H1N1 não é resultado de experiências científicas.

Preconceito

Em alguns países, pessoas que são de regiões afetadas estão sofrendo preconceito. Carmelo Macedo, vice-presidente da Casa Puebla, organização nova-iorquina que atende imigrantes, afirma que o alarme provocado pelas notícias sobre o vírus H1N1 acaba servindo de amparo a quem discrimina latinos, principalmente mexicanos.

Prevenção é saúde

A prevenção é a melhor saída para evitar novos casos da gripe.

Medidas simples, como lavar as mãos com freqüência, de 15 a 20 segundos, podem ser bastante eficazes. O estoque de medicamentos que combatem a gripe não é recomendado, para que não falte para quem realmente precisa.Quando não estiver perto de uma torneira, use gel a base de álcool, ele serve para matar germes e funciona tão bem quanto água e sabão.

Levar a mão à boca, ao nariz ou aos olhos também não é recomendado. O contato do vírus com as mucosas favorece a contaminação.

Em locais afetados, evite aglomerações de pessoas. Evite também o contato direto com pessoas doentes e não compartilhe alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal.

Ainda não existem vacinas para combater a doença, mas autoridades do mundo todo estão se reunindo para discutir o assunto.

Entre aqui e saiba mais sobre como prevenir a gripe suína, quais os seus sintomas e como ela é transmitida.

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