Médicos condenam "festa da gripe suína"

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Segundo relatos de pacientes, existem festas para promover o contágio da doença.

Na Grã-Bretanha, especialistas em saúde pública estão condenando as chamadas "festas da gripe suína", eventos que estariam sendo promovidos para promover deliberadamente o contágio da doença.

De acordo com relatos, existem pessoas que estão convivendo intencionalmente com amigos que contraíram a gripe, para tentar adquirir imunidade contra o vírus agora, enquanto ele ainda é pouco agressivo. Porém, o britânico Richard Jarvis, especialista em saúde pública e presidente da British Medical Association, disse que tal comportamento pode minar os esforços de profissionais de saúde na luta contra a gripe. Ele enfatizou que, embora a gripe seja leve, esses indivíduos podem estar colocando a própria saúde e a saúde de outras pessoas em risco.

O especialista contou que tem feito testes, diagnósticos e tratamentos de pacientes com gripe suína, e escutou relatos de que existem pessoas organizando “festas da gripe suína”. "Não acho que seja uma boa idéia. O vírus não é muito agressivo, mas ainda assim as pessoas são infectadas e há risco de morte", afirmou.

Jarvis admitiu que adquirir o vírus agora pode dar imunidade à pessoa, mesmo que o vírus sofra algum tipo de mutação e se torne mais agressivo. Mas ele acrescentou que se as pessoas procurarem o contágio de maneira intencional, os serviços de saúde podem não ser capazes de agir como estão agindo agora. "Buscar o contágio intencionalmente apenas contribuirá para seu alastramento", alertou.

A estratégia inicial das autoridades britânicas tem sido tentar conter o alastramento do vírus por meio do monitoramente de pacientes infectados e das pessoas próximas a eles, por exemplo. O médico declarou que a resposta até agora tem sido ótima e o alastramento do vírus está sendo contido com sucesso, o que dá tempo para a criação de uma vacina.

"Se chegarmos a um ponto em que a contenção não é mais possível, não vamos ser capazes de monitorar os casos ou administrar os antivirais com tanta rapidez. Será que então vamos considerá-lo um vírus não muito agressivo?", questionou Jarvis.

Fonte: 

BBC

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