17/11/09 | Atualizado em 18/11/09
Um projeto de vigilância epidemiológica, que acompanha 27 hospitais do país mostra que 12% das gestantes possuem complicações na gravidez.
O primeiro estudo prospectivo, levando em conta os novos critérios da OMS, durou três meses. Essa padronização, divulgada oficialmente mês passado, permite comparar a situação de diversos países.
Pressão alta, hemorragia no pós-parto e infecções são as maiores complicações vistas no Brasil.
Em outros países, os maiores problemas acontecem por doenças já existentes como diabetes e cardiopatias.
De acordo com José Guilherme Cecatti, professor titular de obstetrícia da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e coordenador do projeto brasileiro, a OMS decidiu focar no que ocorre durante as complicações obstétricas graves por que programas feitos para reduzir a mortalidade materna no fim da década passada não alcançaram as metas previstas.
A frequência de complicações do Brasil esta semelhante à de outros países, porém a taxa de mortalidade materna é maior, mostrando que os brasileiros não estão lidando bem com as complicações.
Para Cecatti, antes de o obstetra notar que o caso é grave, ele consegue agir mais rapidamente.
Folha Online
