Praticar exercícios físicos durante a gravidez faz com que o bebê tenha menos risco de ter excesso de peso ao nascer.
Uma pesquisa conduzida pelo Instituto de Saúde Pública da Noruega mostrou que gestantes que praticavam exercícios como dança, caminhada, natação e bicicleta tiveram redução as chances de gerarem um bebê com sobrepeso.
Os pesquisadores avaliaram 36.869 mulheres, que responderam dois questionários relacionados a exercícios físicos feitos entre a 17ª e a 30ª semana de gravidez.
As mulheres que mantiveram suas vidas físicas ativas tiveram uma redução entre 23% e 28% de chances do bebê nascer com excesso de peso.
Informações como idade materna, número de filhos, hipertensão, entre outros foram ajustados para que não interferissem no excesso de peso.
A atividade regular antes da gestação não afetou nos resultados.
Apesar de não desenvolverem diabetes, muitas grávidas apresentam resistência à insulina, o que leva ao aumento de açúcar no sangue. Com a alta da glicemia, o bebê acaba sendo alimentado excessivamente.
O exercício físico ajuda a prevenir essa alimentação excessiva no bebê.
De acordo com o obstetra Marcos Tadeu Garcia, do Hospital e Maternidade São Luiz e diretor da clínica de ginecologia e obstetrícia do Hospital Ipiranga, o excesso de açúcar também leva o bebê a produzir mais insulina, um hormônio que faz crescer.
O excesso de peso do bebê é dito com excessivo quando o mesmo nasce com mais de 4 kg. Esse sobrepeso pode gerar riscos de saúde tanto para mãe, quanto para o bebê. São eles: lesões no ombro do bebê, hemorragias pós-parto, lacerações no períneo e maior chance de obesidade no futuro.
Grávidas sedentárias são, geralmente, encorajadas a praticar exercícios físicos a partir do terceiro mês de gestação.
Já aquelas que faziam exercícios físicos são aconselhadas diminuir o ritmo.
Segundo o educador físico Marlos Rodrigues Domingues, da Universidade Federal de Pelotas, a atividade deve ser feita sem desconforto. Para ele, a gestante deve fazer exercícios que se sinta bem, sem esforço excessivo.
Para Garcia, a mulher não deve chegar ao nível de ficar ofegante, é preciso evitar o hiperaquecimento e controlar a hidratação.
De acordo com o ginecologista e obstetra Alberto D'Auria, diretor da maternidade Santa Joana, é recomendável exercício que não tenha impacto sobre as articulações e que não exijam muito do coração.Ele dá o exemplo da hidroginástica.
Para ele, a corrida não é recomendada por gerar impacto no útero e na bexiga.
Folha Online