O aumento da substancia neurotransmissora que os neurônios utilizam para sua comunicação chamada de norepinefrina, melhorou consideravelmente a capacidade mental de ratos.
É o que mostra um estudo feito pelo cientista Ahmad Salehi, investigador do Sistema de Atendimento Médico para Veteranos em Palo Alto, em Califórnia.
A pesquisa foi feita com a aplicação da substância em ratos geneticamente modificados no intuito de apresentarem sintomas da síndrome de Down.
A pesquisa mostra que após ingerir a substância, os roedores obtiveram um comportamento normal e exames diretos de suas células mostraram que respondiam positivamente o neurotransmissor aumentado.
De acordo com Salehi, em teoria, a intervenção no início de vida poderia gerar uma melhora das funções intelectuais em crianças afetadas.
A melhora será dada por que, ao nascerem, crianças com síndrome de Down não são intelectualmente incapacitadas, porém características da doença afetam na aprendizagem e impedem o desenvolvimento normal das crianças.
Segundo Melanie Manning, diretora do centro para a doença no Hospital Pediátrico Lucile Packard, os resultados do estudo dão uma ponta de esperança e otimismo, porém ressalta que ainda fica um longo caminho a percorrer.
EFE