O glioblastoma, forma mais frequente e agressiva de tumor no cérebro, pode ser um conjunto de patologias e não apenas uma enfermidade.
Pesquisas genéticas sugerem que o glioblastoma multiforme (GBM) representa diversas doenças, cada um com origem molecular distinta.
A descoberta oferece uma chance para o desenvolvimento de novas terapias individualizadas, que poderiam melhorar o prognóstico quase sempre ruim.
Geralmente, pacientes que sofrem de tal tumor morre 14 meses depois do diagnosticado.
No estudo, os cientistas analisaram – ao recorrer a técnicas de identificação do papel de diferentes genes – centenas de biópsias de glioblastoma feita em enfermos.
Com isto, identificaram quatro subgrupos moleculares distintos desse tumor.
De acordo com Neil Hayes, do serviço de medicina endócrina da Universidade da Carolina do Norte (EUA) e principal autor do estudo, foram descobertas uma série de eventos que, de forma inequívoca, produzem quase exclusivamente destes subgrupos.
Segundo Francis Collins, diretor do Instituto Nacional do Câncer (NIC) dos Estados Unidos, que financiou o estudo, a descoberta fornece uma nova compreensão do glioblastoma baseada nas características moleculares únicas do tumor.
France Presse