Os riscos da pílula do dia seguinte

Apesar da pílula do dia seguinte só ser indicada para emergências, muitas pessoas a estão tomando indiscriminadamente.

Falta de informação e medo são os principais ingredientes para que mulheres desinformadas acabem tomando a pílula do dia seguinte sem prescrição médica. O que a maioria delas não sabe, é que além de estarem correndo o risco de engravidar, podem estar prejudicando seriamente sua saúde.

Segundo o médico ginecologista Júlio Bernardi em entrevista ao G1, a pílula do dia seguinte é recomendada apenas em casos especiais. Quando a camisinha estoura ou a mulher se esquece de tomar um dos comprimidos da pílula regular e tem relações sexuais desprotegidas.

Esse tipo de contraceptivo possui uma grande quantidade de hormônio que chega a ser 20 vezes maior que a de um anticoncepcional normal. Essa alta carga de hormônios, que é usado para antecipar a menstruação ou impedir o óvulo de ser liberado, influencia até mesmo na espessura do muco vaginal, que fica mais grosso para dificultar a chegada de espermatozóides até o óvulo.

Existem dois tipos de pílulas do dia seguinte, o primeiro é constituído por dois comprimidos que devem ser tomados com um intervalo de 12 horas, e o segundo é tomado em apenas uma única dose. Ambos devem ser ingeridos em até 72 horas após a relação sexual desprotegida.

Quando esse tipo de contraceptivo é usado repetidas vezes, a sua eficiência diminui e a carga hormonal exagerada pode causar vômitos e sangramento, além de outros problemas de saúde. É por isso que os médicos são enfáticos, a pílula do dia seguinte não deve ser usada como contraceptivo regular, pois além de fazer mal ela não protege contra doenças sexualmente transmissíveis

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