A maconha, consumida em alta potência e diariamente, aumenta em até seis vezes o risco de esquizofrenia e outras doenças psicóticas.
O português Tiago Reis Marques, coautor da pesquisa ressaltou que a maconha não é a causa exclusiva das doenças, porém é um fator de risco que pode gerar uma doença mental grave.
De acordo com Marques, pessoas que possuem outros fatores de risco associados, genéticos ou sociais, com o consumo da maconha o risco aumenta, pois é um fator precipitante para a esquizofrenia.
O estudo comprovou que a potência e frequência com que os dependentes químicos utilizam a droga, pode aumentar até seis vezes o risco de apresentar doenças psicóticas.
Segundo Marques, atualmente a maconha geneticamente modificada (originária da Holanda e de outros países, preferida por vários usuários comuns), tem 12% a 18% de THC (substância que provoca desinibição e outros sintomas).
Antigamente a maconha tinha apenas de 2% a 4% de THC.
A finalidade do estudo é ajudar a sociedade a olhar a maconha não como uma droga leve, mas como uma droga que potencializa e aumenta o risco de doença mental grave.
O próximo estudo dos autores será para perceber como a maconha combina com fatores genéticos e como a droga atua no cérebro para que surjam sintomas psicóticos.
British Journal of Psychiatry
Folha Online