Estudo realizado por africanos mostra que tratar pacientes em casa é tão eficiente e consideravelmente mais barato do que fazê-los ir até uma clínica.
Pesquisadores da Faculdade de Higiene e Medicina Tropical de Londres, da Universidade de Boston e de diversas instituições ugandenses realizaram o estudo, principalmente, entre agricultores de subsistência na área rural de Uganda.
Foram selecionados 1.400 pacientes em estágio avançado de Aids, que foram separados aleatoriamente em dois grupos.
O primeiro grupo foi tratado em clínicas e o segundo grupo recebeu visitas de agentes de campo em motocicletas, que entregaram medicamentos, conferiram sinais vitais e deram aconselhamentos.
Após um ano, 11% pacientes de cada grupo haviam morrido, porém os níveis virais nos dois grupos foram controlados, sendo 84% no primeiro e 83% no segundo.
A diferença é que o tratamento domiciliar foi um pouco mais barato para o governo, porém muito mais barato para os pacientes, que não tinham de gastar com passagens de ônibus, fato que faz com que muitos africanos desistam do tratamento.
De acordo com dois autores do Fundo Global Contra a Aids, Tuberculose e Malária, as avaliações de custo-benefício do estudo eram “mais importantes do que nunca”, já que a necessidade por tratamentos de Aids supera enormemente o dinheiro disponível.
Porém, eles levantaram uma advertência, dizendo que o portador do vírus da Aids carrega menos estigma em Uganda do que em outros lugares e que as visitas domiciliares pelos funcionários relacionados a doença poderiam não ser aceitas no restante da África.
A pode ajudar outros cinco milhões de africanos, que precisarão dos medicamentos de Aids nos próximos anos, sendo que a maioria deles vive em áreas rurais ou afastadas das cidades, muito longe das clínicas, que faltam médicos e enfermeiros.
New York Times