Lesões pré-cancerosas que se instalam na região genital após a infecção de um dos vírus de HPV são o alvo desta nova vacina contra o papiloma vírus humano.
Cientistas holandeses da Universidade de Leiden estão testando vacinas com proteínas sintéticas associadas a frações de proteínas do HPV 16.
Na pesquisa, 20 mulheres foram testadas. Destas, 9 mostraram regressão total das lesões e 5 mulheres mostraram uma melhora de 50% no tamanho das lesões existentes.
O HPV 16 é responsável por mais de 75% dos casos de uma doença crônica chamada neoplasia intra-epitelial vulvar. Esta doença possui alto risco de evoluir para um câncer.
Atualmente, 98,5% das pacientes utilizam tratamentos para regredir a doença, porém 1,5% das pacientes possuem regressão espontânea.
Estas lesões resultam em câncer em mais de 3 mil mulheres, somente nos Estados Unidos. O tumor mata 800 mulheres por ano.
Depois de três anos do teste feito com a vacina, as pacientes que tiveram regressão total das lesões continuaram livres da doença.
A vacina causou efeitos como inchaço no local da aplicação da vacina e dores.
Para os pesquisadores, o resultado é animador para a continuação da experiência, que deverá ser feita com grupos maiores de mulheres, que passam a ter mais uma forma de tratamento contra a doença.
G1 Online